Lançado mais um grupo de Vizinhos: “Vizinhos das Avenidas Novas”

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A erupção das redes sociais criou condições para que muitos cidadãos “saíssem do sofá” e despertassem para uma cidadania mais activa e participada. A grande desilusão sobre as formas de participação política unicamente partidárias e o grande descrédito em que se deixaram cair os partidos políticos levaram a que estes cidadãos desiludidos com “a política” mas escutando este apelo a uma cidadania mais participada e participativa escutassem o apelo para novas formas de participação política e de cidadania local. Este impulso abriu espaço ao desenvolvimento de novas formas de organização cidadã, mais flexíveis que os modelos piramidais e burocráticos das “associações de moradores” (sem as excluir) e de maior capacidade e simplicidade de intervenção.
O fenómeno observa-se um pouco por todo o lado e, em particular, em Lisboa. E é um produto duplo da simplificação no acesso dos cidadãos às autarquias através da Internet (mails, formulários online, aplicações web ou mobile), à presença activa da maioria dos políticos eleitos nas redes sociais potenciaram está alteração e ao cruzamento – positivo – de várias inovações recentes (petições online, referendos locais, orçamentos participativo, portal Base da contratação pública, aplicações como o “Na Minha Rua” da CML, reuniões descentralizada da CML, etc). Hoje, no lugar de fregueses passivos e estáticos que eram levados (alguns) de excursão em excursão ou de romaria em romaria temos cidadãos activos, conscientes e participativos que escrutinam os planos e orçamentos das juntas de freguesia, que lêem e opinam de forma informada e construtiva sobre os contratos públicos que as suas autarquias assinam com o dinheiro dos seus impostos. Cada anomalia é rapidamente reportada à autarquia responsável (Câmara ou Junta) e, dotadas (quase todas) deste novo nível de proximidade e retorno as juntas são “forçadas” a agilizarem os seus serviços a um multiplicaram a escala da sua intervenção local. Mais Participação implica um progresso a nível da qualidade da democracia local e, em última instância, da forma como são administrados os dinheiros públicos e a qualidade do exercício democrático do Poder Local. É certo que esta “revolução silenciosa” não chegou ainda a todos e que, por exemplo, os infoexcluídos, continuam longe destes processos e que muitos autarcas e políticos locais continuam a funcionar como se funcionava nas autarquias no século XIX, mas a prazo, se continuar esta tendência, teremos uma cidade melhor uma democracia local mais dinâmica e participada.
Esta é a revolução silenciosa, discreta mas notória que decorre hoje em Lisboa e que começou há alguns anos com vários movimentos de cidadania local e posteriormente, numa lógica de maior proximidade e amplitude temática para os grupos de “vizinhos” que assistimos hoje ao desabrochar em Lisboa: a partir do “Vizinhos do Areeiro” (lançado em Junho de 2016) e adoptando o mesmo modelo de funcionamento surgiram, por ordem, o coletivo “Vizinhos da Penha de França” e o “Vizinhos de Alvalade”, e, mais recentemente (Junho de 2017), o novel “Vizinhos das Avenidas Novas”.
Vizinhos do Areeiro:
Vizinhos da Penha de França
Vizinhos de Alvalade:
Vizinhos das Avenidas Novas:
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